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Jornalismo de idéias - A Campanha Abolicionista

Posted by Meninas do Clique Diário on 18:50
Um dos expoentes do jornalismo de idéias no Brasil foi a Campanha Abolicionista, que, contando com a adesão de políticos, estudantes de direitos, mulheres entre outros segmentos da sociedade, combatia por meio das palavras e ações políticas a escravidão a que africanos e seus descendentes aqui nascidos eram submetidos.

Um dos mais famosos abolicionistas foi o estudante de Direito e poeta, Antônio Frederico de Castro Alves, mais conhecido como Castro Alves- O Poeta dos Escravos- que chegou a fundar, junto com Rui Barbosa e outros, uma sociedade contra a escravidão. Seu poema mais famoso, 'O Navio Negreiro', retrata as péssimas condições dos navios em que os escravos eram trazidos ao Brasil.




Outro abolicionista de destaque foi o político e jornalista Joaquim Nabuco, que acreditava que a abolição não deveria ser feita de maneira abrupta, mas sim conforme o povo ganhasse consciência da importância da mesma. Era dono do jornal 'O Abolicionista' e fez um manifesto denominado 'O Abolicionismo'.


Segue o prefácio do manifesto de Joaquim Nabuco:
“Por numerosas razões, por assim dizer, em cada pagina do presente volume, a emancipação dos escravos e dos ingênuos, e a necessidade de eliminar a escravidão da constituição do nosso povo, isto é, o Abolicionismo, devia ter precedido às demais reformas.”


Fontes:
http://www.overmundo.com.br/overblog/joaquim-nabuco-homem-de-imprensa
http://pt.wikipedia.org/wiki/Abolicionismo_no_Brasil#Campanha_Abolicionista
http://pt.wikipedia.org/wiki/Castro_Alves
http://pt.wikipedia.org/wiki/Joaquim_Nabuco
http://www.projetomemoria.art.br/RuiBarbosa/glossario/c/campanha-abolicao.htm
http://novahistorianet.blogspot.com/2009/01/abolicionismo-e-imigrao-no-brasil.html
http://www.leomiranda.com.br/templates/jailton/
http://www.america.org.br/templates/images/jpg/Joaquim_Nabuco.jpg

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Erramos: barrigada

Posted by Meninas do Clique Diário on 12:58
Errar é humano e todos sabem disso, mas não que isso justifique nossos erros. Enfim, viemos aqui admitir que erramos!
No dia 1º de abril foi anunciado que Gabriel Gárcia Márquez iria se aposentar. Inquietadas por tal questão fomos atrás de fontes para fazer um post especial a fim de homenagear um de nossos maiores mestres. Desta forma, consultamos alguns dos portais de notícias de maior credibilidade no país e de lá tiramos uma grande parte de informações para nosso texto. Lá foi afirmado pela agente literária do autor, que Gárcia pararia de escrever e estaria se aposentando. Assim, após muito checar a notícia, inclusive em telejornais, construímos nosso texto.



http://g1.globo.com/jornaldaglobo/0,,MUL1068856-16021,00-GABRIEL+GARCIA+MARQUEZ+ESTA+SE+APOSENTANDO.html



No entanto, o que não prevíamos é que o colombiano viria, alguns dias depois, desmentir o boato.



http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM996691-7823-GABRIEL+GARCIA+MARQUEZ+NEGA+QUE+VAI+SE+APOSENTAR,00.html


Assim, pedimos desculpa a todos que leram nosso post sobre a suposta aposentadoria de Gárcia Márquez. Com esse erro aprendemos que um bom jornalista deve desconfiar de tudo e de todos, sempre, mesmo que estes sejam os mais bem conceituados possíveis. Aprender com erros da profissão nos torna mais maduras e capazes; tentaremos aprimorar ao máximo nossos conhecimentos e, portanto, nosso trabalho.
Agradecemos àqueles que nos disseram que a informação divulgada nacionalmente era equivocada e saibam que as suas críticas são sempre bem-vindas.

Para saber mais sobre o equívoco na divulgação da notícia acesse:

http://g1.globo.com/jornaldaglobo/0,,MUL1068856-16021,00-GABRIEL+GARCIA+MARQUEZ+ESTA+SE+APOSENTANDO.html

http://g1.globo.com/jornaldaglobo/0,,MUL1075945-16021,00-GABRIEL+GARCIA+MARQUEZ+NEGA+QUE+VAI+SE+APOSENTAR.html

http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u543421.shtml

http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u546580.shtml

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Gabriel Gárcia Márquez, a aposentadoria de um mestre

Posted by Meninas do Clique Diário on 13:10

No dia primeiro de abril de 2009, foi anunciado que o escritor colombiano Gabriel Gárcia Márquez vai se aposentar. Nascido em março de 1927, teve grande importância cultural e jornalística para o mundo. Em 1947, aos 20 anos, mudou-se para Bogotá a fim de estudar direito e ciências políticas na Universidade Nacional da Colômbia, porém, um ano mais tarde abandonou os estudos para dar início aos trabalhos como jornalista em Cartagena das Índias, também na Colômbia. Teve seu primeiro trabalho como jornalista no jornal 'El Universal'. Em 1955 foi publicado seu primeiro livro, chamado 'La Hojarasca'. Também trabalhou como correspondente internacional em Nova Iorque em 1961, porém devido a críticas a exilados cubanos e suas ligações com Fidel Castro foi perseguido pela CIA e assim se exilou no México. Em 1967, foi publicado o livro ''Cem anos de solidão'', que rendeu a Gabriel o prêmio Nobel de literatura por conta do estilo como foi escrito, estilo esse denominado desde então como ''Realismo Fantástico'', que une, a partir de histórias curtas, inúmeras fusões entre a realidade e a fantasia. Já na política, Márquez prefere os movimentos revolucionários da América Latina, tanto que em 2006 apoiou junto de outras figuras políticas a Independência de Porto Rico e em outras ocasiões foi mediador entre o governo colombiano e as Guerrilhas. Também não podemos deixar de falar dele no cinema, já que em 1986 fundou a Escola Internacional de Cinema e Televisão de Cuba. Foi o criador ,junto com seu irmão Jaime Abelloda, da Fundação Neo jornalismo Iberamericano. Após ser diagnosticado com um câncer linfático, publicou sua autobiografia.

Sem dúvida, o jornalismo e a literatura irão sentir falta das obras de Gabriel Gárcia Márquez, porém, ele é um exemplo a ser seguido pelos muitos jornalistas que têm medo de inovar e ousar na sua profissão.


''Os jovens que saem desiludidos das escolas, com a vida pela frente, parecem desvinculados da realidade e de seus problemas vitais, e um afa de protagonismo prima sobre a vocação e as aptidões naturais. E, em especial, sobre as duas condições mais importantes: a criatividade e a prática. Em sua maioria, os formandos chegam com deificiências flagrantes, tÊm graves problemas de gramática e ortografia, e dificuldades para uma compreensão reflexiva dos textos. Alguns se gabam de poder ler de trás para frente um documento secreto no gabinete de um ministro, de gravar diálogos fortuitos sem prevenir o interlocutor, ou de usar como notícia uma conversa que de antemão se combinara confidencial. O mais grave é que tais atentados contra a ética obedecem a uma noção intrépida da profissão, assumida conscientemente e orgulhosamente fundada na sacralização do furo a qualquer preço e acima de tudo. Seus autores não se comovem com a permissa de que a melhor notícia nem sempre é a que se dá primeiro, mas muitas vezes a que se dá melhor. Entretanto, toda a formação deve se sustentar em três vigas mestras: a prioridade das aptidões e das vocações, a certeza de que a investigaçõo não é uma especialidade dentro da profissão, mas que todo jornalismo deve ser investigativo por definição, e a consciência de que a ética nao é uma condição ocasional, e sim que deve acompanhar sempre o jornalismo, como o zumbido acompanha o besouro.''


Fica aqui nossa homenagem a um de nossos mestres.
Fontes:

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Profissão : Jornalista

Posted by Meninas do Clique Diário on 19:36

07 de Abril, dia do jornalista! E por que não um dia só para eles? Eles, os contadores de histórias, os fofoqueiros, os formadores de opinião, o "quarto" poder ou até mesmo a "voz do povo". O que seria da história da humanidade se eles não existissem? Pessoas desinformadas, pouquíssimos eventos registrados e, consequentemente um mundo utopicamente monótono. Qual a graça de viver sem debater, sem defender um ponto de vista? É evidente que tudo seria muito diferente e com certeza mais chato, afinal, eles têm o poder de mudar o mundo, não?
Entramos nesse meio porque acreditamos que, um dia, teremos esse poder em nossas mãos e, assim, poderemos fazer a diferença.
Aos jornalistas, nosso parabéns e eterno agradecimento.
Aos futuros jornalistas, não desistam, nossa paixão por isso é maior do que qualquer obstáculo e acreditem, um dia comemoraremos esse dia também.


''Eles costumam ler muito, e discutir mais ainda. Eles têm o dom da palavra e opinião formada para quase tudo. São curiosos e tendem a ser falantes. Fogem da rotina, querem novidade, novos personagens que constroem a história nossa de cada dia (nos dai hoje!). Ser jornalista é andar de um lado pro outro, carregando a sempre aliada agenda de contatos. Eles trabalham até de noite e, às vezes, nos sábados e domingos. Eles trabalham sob pressão, do relógio, do chefe e da população. Eles cultuam o bom português, buscam detalhes que ninguém vê, eles têm visão crítica, treinada. Eles também investigam, narram, escrevem. Eles não são artistas, mas muitas vezes vistos como tal, não são autoridades, mas são conhecidos como 4° poder. Eles não têm o direito de errar! Jornalismo; profissão ou destino?''

É mais que isso, é a nossa paixão!

Fontes: imagem-http://novastecnologiaseoensinodehistoria.zip.net/images/midia.jpg
texto - http://alemdoessencial.blogspot.com/search?updated-max=2009-01-24T08%3A37%3A00-08%3A00&max-results=7

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Imprensa feminina - Como tudo começou

Posted by Meninas do Clique Diário on 17:20
As publicações femininas, ou as escritas por mulheres (mas editadas por homens), começaram bem antes do que se pode supor. Muitos diriam que surgiram após a "Revolução Feminista", mas mesmo sendo oprimida, a mulher buscou dar vazão ao que pensava e o seu primeiro jornal, o inglês The Ladies Mercury, data do final do século XVII.

Quando surgiram, a maioria das publicações abordava temas como moda, culinária e cuidados com o lar, o que levou o pensador Edgard Morin, em 1969, a dizer que “a mulher modelo desenvolvida pela cultura de massa tem a aparência da boneca do amor”. De acordo com a jornalista Dulcília Schroeder Buiton, no livro “Imprensa Feminina”, as pessoas contrapõem a imprensa em geral e a imprensa feminina, no sentido de que o jornalismo de serviços seria mais para mulheres, enquanto assuntos como economia e política seriam voltados para os homens.

Com o passar do tempo, a imprensa feminina passou a ser um espaço de cobrança de igualdade, como, por exemplo, o direito ao voto e outras reivindicações feministas.

No Brasil, o primeiro jornal feminino foi o “Espelho Diamantino”, de 1827, em que se lia “dedicado às senhoras brasileiras”. Tratava de política, literatura, belas-artes, teatro e moda, e era feito na cidade do Rio de Janeiro. Nos anos seguintes, muitas outras publicações do mesmo gênero surgiram, mas todas dirigidas por homens.

Outro jornal brasileiro que merece destaque é o "A Família" aquele que teve a maior duração (1881-1897) e também o maior número de colaboradoras escritoras, como Inês Sabino, Anália Franco, Maria Amélia de Queirós, Corina Coaracy, Marie Benotte, Revocata de Melo entre outras. Entre os temas abordados estavam o direito ao voto, o direito de serem médicas, advogadas, professoras ou de seguir a carreira teatral (que era associada à prostituição).

Já no fim do século XVIII, surgiu, na França, a primeira publicação que tratava sobre o desejo de emancipação da mulher, o "L'Athénée des Dames" , que foi fechado em 1809 por ordem do imperador Napoleão. Em nosso país esse tipo de jornal passa a existir no final do século XIX e sendo um expoente, “O Sexo Feminino” da professora mineira Francisca Senhorinha da Mota Diniz, lutava pela educação das mulheres.

No ano de 1896, na França, aparece o primeiro periódico feito 100% por mulheres, o "La Fronde" que apresentava assuntos variados indo dos serviços sociais até o esporte. Foi uma publicação de grande expressão na França.

Em solo tupiniquim a primeira publicação de destaque foi a "Revista Feminina", veiculada de 1914 a 1936, e como sua dona era da alta sociedade, contou com a participação de escritores famosos, como Olavo Bilac. Na década de 40 aparece a "Página Feminina", uma publicação semanal vespertina, com colunas sobre beleza, moda e culinária. Porém, o grande marco foi em 1952 com a revista "Capricho" que existe até os dias atuais, no entanto seu público-alvo, agora, são as adolescentes.
Mesmo que o espaço ocupado pela mulher na mídia esteja crescendo, ainda há resquícios de preconceito. O gráfico abaixo mostra a distribuição do trabalho feminino por mídia. A faixa preta indica o número de mulheres trabalhando em cada uma das mídias.
Fonte: Maxpress/ Revista Imprensa


Analisando a evolução da imprensa feminina e também a participação da mulher nas diferentes mídias, pode-se observar o progresso do chamado sexo frágil na sociedade. Antes, uma cidadã de segunda classe vivia apenas para cuidar da casa e do marido; hoje, além de tudo isso, ainda trabalha e tem a necessidade de se informar sobre o que acontece ao seu redor. O primeiro jornal feminino

http://www.bl.uk/popups/ladiesm.html


Fontes: http://www.evirt.com.br/mulher/cap01.htm ,
http://msn.bolsademulher.com/estilo/materia/so_para_elas/5466/3
http://consorcio.bn.br/scripts/odwp032k.dll?t=nav&pr=mic_pr&db=mic&use=cs0&rn=2&disp=card&sort=off&ss=51745787&arg=espelho
http://kplus.cosmo.com.br/materia.asp?co=119&rv=Literatura)
http://www.blogger.com/www.revista.ibict.br/index.php/ciinf/article/viewPDFInterstitial/536/488


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Jornalismo no século XXI

Posted by Meninas do Clique Diário on 17:05
Quando pensamos em século XXI, automaticamente, remetemo-nos às novas tecnologias e às mudanças que elas acarretam para a sociedade e nos veículos de comunicação. São mudanças severas, mas que podem ser vistas por um lado positivo, no caso do jornalismo, uma vez que as transformações pelas quais ele vem passando são contínuas.

As máquinas de escrever que recheavam as redações em meados da década de 80 deram lugar aos computadores, programas de edição de texto e editoração, além das melhoras significativas nas telecomunicações. Na verdade, o que mais mudou foi o "fazer jornalístico", já que, com o surgimento da internet nos anos 90, o acesso às informações ficou mais fácil, assim como o contato com fontes de pesquisa e a difusão das informações jornalísticas.

O jornalista não perdeu o seu papel, mas a sua função foi lapidada, uma vez que ele não se vincula mais a um único meio para divulgar notícias. Agora, qualquer um tem a possibilidade de produzir e divulgar qualquer conteúdo, mas a grande diferença é a qualidade e a credibilidade da informação produzida por um jornalista, o que, hoje, é muito valorizado, tendo em vista que a grande maioria das pessoas é a favor do chamado jornalismo de serviço. Este gênero jornalístico é aquele que presta serviço, que informa o leitor de acordo com as suas necessidades.

Atualmente, o jornalismo não se resume a ler ou se comunicar bem, mas também é preciso dominar as novas tecnologias, apurar e creditar informações rapidamente, ter um enfoque diferenciado da informação e, acima de tudo, ter qualidade, uma vez que todos os meios, sejam rádio, jornal impresso, internet ou televisão, trazem a mesma notícia, mas de formas diferentes; portanto, o responsável pela divulgação da informação deve fazer o diferencial, tendo, principalmente, espírito crítico e capacidade para compreender e comentar todos os assuntos.

A trilha percorrida, independente do meio de comunicação em foco, é muito mais ampla e tende a estabelecer um modelo que pode ir do analógico ao digital e do digital ao neo-analógico. Em um clique é possível saber as notícias do mundo todo e nos manter informados. O jornalismo atual não aposta tanto no caminho da convergência, mas sim, no da cooperação de meios: todos os meios devem estar em sintonia ao passar uma notícia para manter certa coesão e passar a informação com praticamente os mesmos assuntos em pauta, aqueles mais recentes e consequentemente os que mais interessam ao leitor.

Fontes: http://envolverde.ig.com.br/fotos/37293.jpg
http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?


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